O Hezbollah, grupo extremista libanês, anunciou que adotará 'operações suicidas' em vilas no Líbano contra o Exército de Israel, conforme reportado ao site de notícias Al Jazeera. A estratégia visa retomar táticas da década de 1980, segundo um líder militar da organização que não se identificou.
Os esquadrões suicidas se posicionarão em áreas libanesas sob ocupação israelense, com a expectativa de impedir que Israel estabeleça uma 'posição de apoio' no sul do Líbano. A missão dos homens-bomba será atacar 'oficiais e soldados inimigos' nas aldeias ocupadas.
Recentemente, ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de 14 pessoas, incluindo duas mulheres e duas crianças, além de 37 feridos, conforme confirmado pelo Ministério da Saúde do Líbano. Israel ordenou a evacuação de moradores de sete cidades libanesas e afirmou ter atacado combatentes e depósitos de armas do Hezbollah.
O Hezbollah retaliou atacando tropas israelenses dentro do Líbano, resultando na morte de um soldado israelense e ferimentos em outros seis. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Hezbollah de comprometer o cessar-fogo, que foi mediado pelos Estados Unidos e começou em 16 de abril.
O Hezbollah, por sua vez, prometeu continuar os ataques enquanto Israel violar o cessar-fogo, afirmando que não aguardará uma diplomacia que se mostrou ineficaz. A guerra atual teve início em 2 de março, após o disparo de foguetes contra Israel em resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.