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Hantavírus: Entenda a transmissão e os riscos após mortes em cruzeiro

Três mortes e quatro infecções em um cruzeiro no Atlântico levantam preocupações sobre o hantavírus. A OMS investiga a transmissão entre passageiros e os riscos da doença.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Recentemente, um cruzeiro no Atlântico se tornou o foco de atenção das autoridades de saúde devido a três mortes e quatro infecções relacionadas ao hantavírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou sete casos da doença a bordo do navio MV Hondius, que está ancorado próximo a Cabo Verde.

O navio, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em março, estava em uma expedição pela Antártida e ilhas do Atlântico Sul, transportando cerca de 150 passageiros, principalmente de nacionalidades britânica, americana e espanhola. Os preços das passagens variavam entre R$ 88 mil e R$ 139 mil.

A transmissão do hantavírus é geralmente associada ao contato com roedores silvestres, que excretam o vírus por meio de urina, fezes e saliva. A infecção ocorre principalmente pela inalação de aerossóis contaminados, especialmente em locais onde esses roedores estiveram.

A OMS sugere que os primeiros infectados, um casal holandês, podem ter contraído o vírus fora do navio, possivelmente durante atividades de observação de aves na Argentina. A cepa do vírus envolvida é a Andes, que circula na América do Sul, e a transmissão entre humanos a bordo pode ter ocorrido entre passageiros que compartilhavam cabines.

O hantavírus é uma preocupação de saúde pública no Brasil, onde entre 1993 e 2024 foram registrados 2.377 casos, resultando em 540 mortes. A maioria dos casos ocorre em áreas rurais, que concentram cerca de 70% das infecções.

Sintomas e Gravidade da Doença

Os sintomas iniciais da hantavirose podem se assemelhar a uma gripe comum, incluindo febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e problemas gastrointestinais. A fase cardiopulmonar, que pode se desenvolver rapidamente, é caracterizada por dificuldade respiratória e outros sinais graves, exigindo internação em UTI.

Fatores de Risco e Prevenção

Fatores como desmatamento e expansão urbana aumentam o contato entre humanos e roedores. Atividades em áreas naturais, como a observação de aves, também podem elevar o risco de exposição ao vírus. Não há vacina disponível, e a prevenção envolve evitar o contato com roedores e suas excretas.

Recomendações incluem vedar a entrada de roedores, armazenar alimentos adequadamente e manter a limpeza dos ambientes. Em locais potencialmente contaminados, é essencial ventilar o espaço e utilizar luvas durante a limpeza.

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