O ex-ministro Fernando Haddad, que se posiciona como pré-candidato ao Governo de São Paulo, expressou sua preocupação com a situação fiscal do estado, atribuindo parte do problema à falta de ações adequadas por parte do governo estadual. Durante uma palestra na Fundação Fernando Henrique Cardoso, Haddad afirmou que o apoio do governo federal foi crucial para a renegociação de dívidas.
Haddad respondeu às críticas do governador Tarcísio de Freitas, que o acusou de ter 'quebrado o Brasil'. Ele afirmou: 'Ele [Tarcísio] não precisa agradecer, mas não precisa mentir. Fica quieto. Agora, mentir? Ganhou o que com isso?'
O ex-ministro também criticou a cobertura da imprensa, afirmando que não vê a mídia abordando a administração de Tarcísio com a seriedade necessária. 'Não tem uma matéria sobre as finanças do estado de São Paulo', disse.
Haddad ironizou os editoriais do jornal Folha de S.Paulo, mencionando que contaram 150 editoriais sobre ele, e questionou a eficácia dessa cobertura. Ele revelou que hesitou em se candidatar, pois estava focado em um plano nacional de desenvolvimento, mas foi convencido por Lula da necessidade de um candidato forte em São Paulo.
Ele expressou surpresa com a gravidade dos problemas que encontrou no estado, incluindo insatisfação nas forças de segurança e na educação. 'Há uma grande insatisfação na Polícia Militar, Civil, nos magistérios', afirmou.
No âmbito nacional, Haddad acredita que o Brasil tem potencial para um avanço significativo, especialmente em biocombustíveis e energias renováveis. Ele ressaltou a importância de aproveitar as oportunidades que surgem, mas expressou preocupação com a instabilidade política.
Sobre a economia, Haddad defendeu a necessidade de um superávit primário e equilíbrio fiscal, criticando a 'esquerda estereotipada' que nega limites de gastos. Ele enfatizou que todos devem contribuir para o ajuste fiscal, mas que o maior sacrifício não deve recair sobre os mais pobres.
Após o evento, Haddad comentou sobre o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que a população não conhece bem sua trajetória e que espera que a campanha esclareça sua origem patrimonial. Ele também defendeu a transparência nas investigações relacionadas ao banco Master, que envolvem escândalos do governo.