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Governo Trump proíbe site Politico após uso de fontes anônimas

O governo de Donald Trump baniu o site Politico da cobertura da Casa Branca, alegando violação de ética ao usar fontes anônimas. A decisão gerou uma disputa judicial sobre liberdade de imprensa.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A administração de Donald Trump decidiu banir o site Politico da cobertura da Casa Branca, justificando a medida com a alegação de que o veículo teria infringido normas de ética profissional ao utilizar fontes anônimas e divulgar informações sensíveis.

Entretanto, um dos exemplos citados pelo governo foi uma reportagem do Politico que se baseou em informações fornecidas oficialmente pela própria Casa Branca durante um briefing com jornalistas. Essa informação foi revelada em cartas enviadas pela Casa Branca a um tribunal que analisa a ação judicial movida pelo Politico e pelas redes CNN e MS NOW, que também foram banidas.

Durante o briefing, os jornalistas foram orientados a atribuir as informações a uma "autoridade sênior do governo", sem identificá-la. Essa prática de atribuição anônima é comum na comunicação entre o Executivo americano e a imprensa, especialmente em questões urgentes e sensíveis.

O briefing em questão abordou o progresso de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que foi anunciado em junho. A fonte anônima indicou que havia uma probabilidade de 80% a 85% de que o acordo fosse alcançado em breve, e, dias depois, foi anunciado o único cessar-fogo público do conflito até o momento.

A Casa Branca mencionou um artigo do Politico que discutia essa probabilidade, ao mesmo tempo em que expressou preocupações sobre como vazamentos desse tipo poderiam impactar a segurança nacional. A reportagem do Politico seguiu as diretrizes estabelecidas pela Casa Branca, enquanto outros veículos, que não sofreram banimento, também relataram o mesmo assunto sob as mesmas orientações.

Na última sexta-feira, Trump anunciou a proibição, alegando, sem apresentar evidências, que os três veículos publicavam informações falsas. Em meio à disputa judicial, o governo afirmou que o acesso da imprensa à Casa Branca é um privilégio, não um direito, conforme registrado em uma petição judicial sobre o caso.

O juiz federal Timothy Kelly, indicado por Trump em 2017, conduziu uma audiência de emergência para avaliar o pedido dos veículos de comunicação por uma ordem judicial temporária que revogue a proibição. Kelly observou que a decisão do presidente não parecia estar em conformidade com uma decisão anterior de uma corte de apelação, que garantiu aos jornalistas o direito ao devido processo legal antes da revogação de seus passes.

Apesar das considerações do juiz, nenhuma decisão foi tomada sobre o pedido de liminar para suspender a medida do governo, mantendo a proibição em vigor.

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