O prazo de 60 dias para a realização de uma guerra sem autorização do Congresso dos Estados Unidos termina nesta sexta-feira, e o governo de Donald Trump afirma que o conflito com o Irã está suspenso devido a um cessar-fogo negociado em 7 de abril.
A declaração foi feita pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado. Hegseth afirmou:
Estamos em um cessar-fogo neste momento, o que, segundo nosso entendimento, significa que o prazo de 60 dias fica suspenso ou interrompido durante um cessar-fogo.
O prazo de 60 dias pode ser prorrogado por mais 30 dias, caso o presidente notifique o Legislativo por escrito sobre uma “necessidade militar inevitável” em relação à segurança das Forças Armadas dos EUA, conforme a Resolução dos Poderes de Guerra de 1973.
O senador democrata Tim Kaine questionou a interpretação do governo, afirmando que o prazo termina nesta sexta-feira e que isso representa uma questão jurídica importante. Parlamentares de ambos os partidos têm solicitado que o governo justifique a prorrogação da guerra.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, declarou que os EUA “não estão em guerra” com o Irã, enfatizando que o foco atual é a negociação da paz.
O professor de história James N. Green comentou que a interpretação do governo pode ser contestada judicialmente, com a possibilidade de o caso chegar à Suprema Corte. Ele observou que a insatisfação com a guerra e o aumento dos preços dos combustíveis podem impactar as eleições de novembro.
A senadora republicana Susan Collins, que se juntou a outros senadores na votação contra os poderes de guerra de Trump, expressou que não há evidências de uma ameaça iminente do Irã.
Pesquisas indicam que mais de 60% da população americana é contra a guerra no Irã, com muitos preocupados com o aumento dos preços dos combustíveis, que atingiram níveis altos nos últimos anos.