No dia 24 de março, que marca os 50 anos do golpe militar que instaurou uma ditadura na Argentina, o governo Milei divulgou um vídeo criticando opositores do regime e o kirchnerismo. A ditadura, que durou de 1976 a 1983, é responsável pela morte de mais de 30 mil opositores e pela tortura de milhares em centros clandestinos.
Anualmente, nesta data, o governo Milei publica material que relativiza os crimes do regime militar. O vídeo, com duração de 1h14min, foi compartilhado nas redes sociais e apresenta duas entrevistas. A primeira, realizada na Casa Rosada, é com Miriam Fernández, filha biológica de opositores mortos pela ditadura.

Fernández, que foi adotada clandestinamente por uma família leal aos militares, defende seus pais adotivos, afirmando que 'um pai não é aquele que te traz ao mundo, mas sim aquele que te cria'. Ela também critica a Associação Avós da Praça de Maio, que busca identificar netos biológicos adotados por apoiadores do regime, acusando-a de misturar política com suas ações.
Ambos os pais adotivos de Miriam receberam penas de prisão por seus crimes, enquanto a sociedade argentina se mobilizou em memória das vítimas da ditadura. Dezenas de milhares de pessoas marcharam em Buenos Aires, sob o lema 'Nunca mais', em uma jornada de memória que se estendeu pela cidade.