O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, declarou que o Governo do Estado está comprometido em colaborar com a Prefeitura de João Pessoa para enfrentar os desafios relacionados à Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Essa afirmação foi uma resposta às recentes cobranças do prefeito Leo Bezerra.
A declaração foi feita durante a abertura da Competição Paraibana de Robótica 2026, realizada no Teatro Pedra do Reino, onde estudantes da rede estadual competem em disputas regionais e estaduais. Lucas Ribeiro enfatizou a importância do diálogo administrativo, independentemente das disputas políticas.
Leo tem o nosso compromisso. Independente dessas questões políticas ou eleitorais, nada disso vai atrapalhar a relação administrativa que temos a obrigação de manter. O que o povo espera é que a gente sente à mesa para resolver problemas, e é isso que vamos fazer — afirmou o governador.
A manifestação do governador surge após Leo Bezerra adotar um tom mais crítico em relação à situação do saneamento e da infraestrutura urbana em João Pessoa, classificando como "insustentável" a recorrência de problemas de esgoto a céu aberto e danos em vias públicas relacionados às intervenções da Cagepa.
O prefeito também solicitou uma atuação mais efetiva do Governo do Estado, defendendo uma articulação mais firme entre as instituições para acelerar as soluções. Ele destacou que a Prefeitura continuará a fiscalizar as galerias pluviais e a notificar a companhia estadual, mas espera maior colaboração na resolução dos problemas.
Leo Bezerra mencionou que já houve tentativas de diálogo com membros do governo, incluindo o secretário Marcos Vinícius, mas expressou insatisfação com a lentidão na resolução das demandas.
A situação se agrava com relatos de moradores e frequentadores das praias do Bessa e de Intermares sobre a presença de água escura e odor forte no mar, desde o último domingo. Tanto a Prefeitura quanto a Cagepa afirmam não ter responsabilidade pelo caso, que ainda não teve sua origem confirmada.
Com esse impasse, governo e Prefeitura compartilham a responsabilidade política pela busca de soluções, enquanto o problema permanece sem explicação definitiva e sob a supervisão de órgãos ambientais e do Ministério Público.