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GloboNews pede desculpas por erro em arte sobre Lula e Banco Master

A GloboNews se desculpou após exibir uma arte que insinuava ligação entre Lula e fraudes no Banco Master. A retratação foi feita por Andréia Sadi e gerou críticas.
Foto: Polêmica Paraíba

A GloboNews emitiu um pedido de desculpas nesta segunda-feira (23) após a exibição de uma arte gráfica que sugeria uma conexão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fraudes no Banco Master. A retratação foi lida pela jornalista Andréia Sadi durante o programa Estúdio I.

O material, que foi ao ar na última sexta-feira (20), gerou uma forte repercussão negativa nas redes sociais e entre profissionais da área de jornalismo. A emissora reconheceu que a arte não refletiu o rigor editorial esperado, uma vez que a menção ao presidente se baseava apenas em uma reunião oficial com um banqueiro investigado, sem evidências de irregularidade.

A situação foi comparada a um episódio de 2016, quando um PowerPoint foi utilizado para fazer acusações contra Lula durante a Operação Lava Jato. Apesar do pedido de desculpas, a GloboNews não mencionou diretamente o nome do presidente na retratação.

A emissora também reconheceu falhas na inclusão de personagens na arte, mas não detalhou quais nomes foram apresentados de forma equivocada. Outro ponto questionado foi a ausência de Roberto Campos Neto, que presidia o Banco Central na época das operações investigadas, enquanto o atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo, estava presente na arte.

Embora a emissora tenha admitido o erro, críticos consideraram a retratação insuficiente, apontando a falta de clareza sobre os equívocos e a gravidade das associações feitas no material original.

Na última sexta, a gente exibiu aqui uma arte com o objetivo de apresentar as conexões do Word com políticos e acessos relevantes. Como a gente já fez em outras ocasiões, no entanto, o material estava errado e incompleto e também não deixou claro o critério que foi usado para a seleção das informações. Esse conteúdo acabou misturando contatos institucionais com nomes que marcaram, menciona como tendo relação contratual ou pessoal, além de outros nomes sob análise da PF, ou que a luz das informações apuradas até aqui podem ser classificados como não republicanos. A arte também estava incompleta porque não foram incluídos nomes que já se tornaram públicos por envolvimento com caso master, como ministros do Supremo e políticos nem ex-diretores do Banco Central, que estão sob escrutínio da polícia por suspeita de corrupção na relação com o banqueiro. Diante de um material incompleto e em desacordo com os nossos princípios editoriais, a gente pede desculpas.

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