Um médico ginecologista, com 81 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná por violação sexual mediante fraude. O caso ocorreu em 4 de fevereiro de 2026, durante uma consulta em Irati, onde o médico teria tocado uma paciente de 24 anos de forma inadequada.
A vítima relatou que, durante o exame ginecológico, o profissional realizou massagens em suas partes íntimas, alegando que se tratava de uma 'orientação sexual'. Essa justificativa não possui respaldo técnico ou protocolo médico reconhecido.
Após a consulta, a mulher levou uma semana para procurar a delegacia, devido ao impacto emocional que o ocorrido causou. Somente após consultar outros profissionais de saúde e confirmar que os procedimentos não eram normais, decidiu formalizar a denúncia, enfrentando sintomas como insônia e desespero.
O delegado Luis Henrique Dobrychtop destacou que, durante a consulta, o médico atendeu a um telefonema pessoal por cerca de cinco minutos, deixando a paciente em uma posição vulnerável. Além disso, a análise do prontuário eletrônico mostrou a ausência de registros clínicos ou solicitações de exames.
A Polícia Civil ouviu testemunhas e profissionais de saúde, além de realizar a escuta especializada do filho da vítima, que presenciou parte do atendimento. Dada a gravidade dos fatos e o risco de reiteração criminosa, o médico foi indiciado e uma medida cautelar foi solicitada para afastá-lo de suas funções e suspender seu exercício profissional.
Fonte: Metropoles