O deputado estadual George Morais, do União Brasil e líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), utilizou a tribuna da Casa Epitácio Pessoa nesta quarta-feira (25) para discutir um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). O documento, datado de 30 de janeiro de 2026, analisa a prestação de contas da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde, conhecida como PB Saúde.
Morais destacou que o relatório aponta falhas significativas na gestão do ex-superintendente Dr. Jhony Bezerra, incluindo ausência de transparência, descontrole de gastos e inconsistências contábeis.
Com muita tristeza que eu venho aqui relatar um documento público oficial do Tribunal de Contas do Estado, datado agora de 30 de janeiro de 2026, que trata sobre a prestação de contas da Fundação PB Saúde — afirmou o parlamentar.
O deputado detalhou que a auditoria técnica revelou fragilidades no controle, planejamento e organização da fundação.
Em resumo, ela diz que falta transparência na gestão do ex-superintendente Jhony Bezerra, diz que houve um descontrole nos gastos, diz que se gastou mais do que o possível e mais do que o previsto — explicou Morais.
Além disso, o parlamentar associou as falhas identificadas no relatório à situação precária enfrentada por unidades hospitalares estaduais. Ele mencionou problemas graves, como a qualidade da alimentação servida no Hospital Metropolitano e a falta de recolhimento previdenciário dos servidores.
Durante seu discurso, Morais leu trechos do relatório, citando valores alarmantes identificados pela auditoria. Ele mencionou uma fragilidade no sistema de controle e autorização de pagamento, com movimentações financeiras atípicas no montante de R$ 1.871.000, além de despesas não comprovadas que somam R$ 11.315.000. O deputado também destacou uma discrepância de R$ 52.694.000 entre os registros contábeis e os valores efetivamente recebidos.
Morais enfatizou que as divergências também se estendem a dados do Portal da Transparência, com diferenças que chegam a R$ 24 milhões e R$ 39 milhões. Ele reforçou que as acusações não partem dele, mas sim da auditoria técnica do Tribunal de Contas, que é responsável por fiscalizar os gastos no serviço público. O deputado expressou confiança na atuação dos órgãos de controle, afirmando que espera que o Tribunal de Contas rejeite as contas devido às discrepâncias milionárias e que o Ministério Público Estadual esteja atento para aplicar as devidas responsabilizações.
A Fundação PB Saúde, que é responsável pela gestão de unidades hospitalares estaduais, terá o relatório apreciado pelos órgãos competentes nos próximos dias.