Os simpatizantes de Donald Trump que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 poderão receber indenizações pela tentativa de motim, com recursos do contribuinte. O fundo de US$ 1,776 bilhão foi criado para ressarcir aqueles que se dizem prejudicados pelos processos judiciais, refletindo a intenção do ex-presidente de reescrever a narrativa do ataque à democracia americana.
Naquele dia, Trump incitou uma mobilização para impedir a certificação da vitória de Joe Biden, resultando em uma violenta invasão que culminou na morte de cinco policiais. Quatro anos depois, no início de seu segundo mandato, Trump anistiou mais de mil pessoas acusadas no ataque e comutou penas de condenados por crimes violentos relacionados ao evento.
Além disso, o ex-presidente lançou um site oficial que distorce a invasão, apresentando-a como um 'protesto pacífico de patriotas'. Com o novo fundo, Trump busca compensar o que considera um 'período terrível' para aqueles que chama de perseguidos políticos pelo governo Biden.
Trump justificou a criação do fundo como uma forma de reembolsar pessoas que enfrentaram dificuldades legais, afirmando que supervisionará um conselho do Departamento de Justiça para a destinação dos recursos. A maioria dos beneficiados são aliados do movimento MAGA, embora o procurador-geral interino tenha sugerido que o fundo poderia ser acessado por oponentes.
A proposta gerou críticas tanto entre democratas quanto republicanos, com o líder da maioria republicana no Senado expressando ceticismo sobre a utilização do fundo. A criação deste fundo é vista como uma estratégia arriscada para Trump, que enfrenta uma queda de popularidade, e está ligada a uma ação judicial de US$ 10 bilhões contra a Receita Federal.
O valor do fundo foi escolhido simbolicamente, representando o ano de 1776, quando os EUA declararam sua independência.