A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um esquema de fraudes que pode ter causado um rombo de mais de R$ 5 milhões em contas de aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal (GDF). A operação, batizada de "Parasitas", foi deflagrada na manhã desta terça-feira (23/6) pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf).
As investigações indicam que mais de 3,5 mil contas foram alvo de um esquema supostamente operado por servidores do Banco de Brasília (BRB). De acordo com os dados apurados, associações firmavam contratos para realizar débitos automáticos nos benefícios previdenciários, sem a devida autorização dos titulares das contas. Muitas vítimas relataram que nunca consentiram com os descontos.
A operação resultou na emissão de quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos no Distrito Federal e em Minas Gerais, nas cidades de Belo Horizonte e Igaratinga. No DF, as ações ocorrem em regiões administrativas como Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico.
Entre os alvos da operação estão sedes de associações que supostamente fazem parte do esquema. A investigação também busca esclarecer a participação de indivíduos responsáveis pela operacionalização dos descontos e pela manutenção do modelo de arrecadação sob apuração.
Em nota, o BRB informou que a operação foi iniciada após a identificação de irregularidades em movimentações financeiras, que foram comunicadas às autoridades policiais. Como medida administrativa, três empregados foram afastados até que as investigações sejam concluídas.
O banco ressaltou que os fatos investigados não estão relacionados à atual administração e que qualquer irregularidade identificada será tratada com rigor, conforme os procedimentos normativos estabelecidos.
O nome da operação, "Parasitas", faz alusão à exploração financeira contínua de aposentados e pensionistas por meio de descontos realizados sem autorização válida.
Fonte: Metropoles