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França realiza teste do míssil nuclear M51.3 em resposta à Rússia

A França testou seu novo míssil nuclear M51.3, com o presidente Macron afirmando que é uma mensagem clara à Rússia, que fez ameaças nucleares à Europa.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A França testou nesta terça-feira seu novo míssil nuclear lançado de submarinos, o M51.3. O presidente Emmanuel Macron declarou que o teste representa

uma mensagem alta e clara para quem quiser ouvir

, referindo-se às recentes ameaças nucleares da Rússia.

As ameaças da Rússia surgiram após o chanceler polonês sugerir que a Otan deveria pressionar militarmente o país no exclave de Kaliningrado. Macron, em uma declaração que remeteu ao estilo de Kim Jong-un, afirmou:

Para ser livre, você precisa ser temido. E para ser temido, você precisa ser poderoso.

O teste foi realizado a partir do submarino de propulsão nuclear Le Vigilant, com Macron assistindo ao disparo. O M51.3, que entrou em operação em outubro do ano passado, foi testado em uma verificação desarmada.

De acordo com informações do fabricante Ariane e da Marinha francesa, o M51.3 pode atingir uma distância de 10 mil km e carregar até seis ogivas nucleares TNO-2, cada uma com uma potência estimada de 150 quilotons.

Os quatro submarinos estratégicos da França são fundamentais para sua força nuclear, transportando cerca de 240 das 290 ogivas operacionais do país. O arsenal francês é o quarto maior do mundo, atrás da Rússia, Estados Unidos e China.

A França se posiciona como um ator ativo no enfrentamento retórico à Rússia no campo nuclear, especialmente em um momento de fragilidade política para Macron, que encerrará seu segundo mandato no próximo ano.

Embora a França faça parte da Otan, mantém controle separado de suas armas nucleares. Macron anunciou uma iniciativa para compartilhar capacidades nucleares com países europeus, atraindo a participação de dez nações, incluindo a Finlândia.

A Rússia reagiu à proposta francesa, afirmando que ela aumenta os riscos de confronto. O Kremlin também advertiu a Lituânia sobre a possibilidade de retirar a proibição de posicionamento de armas nucleares em seu território.

Enquanto isso, o conflito na Ucrânia continua intenso, com bombardeios de ambos os lados. Um navio com grãos ucranianos afundou após um ataque de drones, e as autoridades de Kiev começaram a instalar redes antidrone em pontes da cidade.

As autoridades locais em Kiev relatam que pelo menos três das principais pontes da cidade já foram atingidas por ataques, causando interrupções significativas no tráfego.

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