A execução de um cidadão francês na China, confirmada neste domingo (5) pelas diplomacias dos dois países, gerou forte reação do governo francês. Chan Thao Phoumy, de 62 anos, foi condenado por tráfico de drogas em 2010 e cumpriu mais de 20 anos de prisão antes de receber a pena capital.
Nascido no Laos e naturalizado francês, Phoumy teve seu pedido de clemência negado pelas autoridades chinesas, que não atenderam às solicitações do governo francês por razões humanitárias. A diplomacia da França criticou a condução do processo, alegando que a defesa do réu não teve acesso à audiência final, o que, segundo Paris, viola os direitos do acusado.
A execução ocorreu em Cantão (Guangzhou), no sul da China. Em resposta ao ocorrido, a França reafirmou sua posição contrária à pena de morte em qualquer circunstância, defendendo sua abolição universal. Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores francês destacou:
A França reitera sua oposição, em todos os lugares e sob todas as circunstâncias, à pena de morte e defende sua abolição universal.
Em contrapartida, a diplomacia chinesa enfatizou que o combate ao tráfico de drogas é uma "responsabilidade global". O governo chinês afirmou que atua de acordo com a lei, tratando réus de todas as nacionalidades de maneira equitativa e garantindo que os casos sejam conduzidos com rigor, protegendo os direitos legais de todas as partes envolvidas.