A Fórmula 1 anunciou o cancelamento das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita, programadas para abril, em decorrência da guerra no Oriente Médio. O comunicado foi divulgado pela categoria, pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e pelos promotores locais.
A decisão, esperada por muitos, implica que as corridas não serão substituídas no calendário do próximo mês. Fontes indicam que a remarcação para mais tarde no ano é improvável devido a questões logísticas e climáticas, embora essa possibilidade não tenha sido descartada oficialmente.
Stefano Domenicali, diretor-executivo da Fórmula 1, comentou:
Embora tenha sido uma decisão difícil de tomar, infelizmente é a correta neste momento, considerando a situação atual no Oriente Médio.
O Grande Prêmio do Bahrein estava previsto para ocorrer em 12 de abril, enquanto a corrida na Arábia Saudita seria realizada no fim de semana seguinte. Ambas as provas são noturnas, realizadas sob iluminação artificial.
A situação na região é tensa, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de mísseis iranianos atingindo capitais do Oriente Médio, incluindo Manama, onde as equipes estariam hospedadas. Aeroportos na área, como o de Manama, foram fechados, e o Irã ameaça bloquear o Estreito de Ormuz.
O prazo para o envio das cargas para o Bahrein se aproximava, com a data limite sendo 20 de março. Atualmente, a Fórmula 1 está em Xangai, na China, com o Japão como próximo destino em 29 de março. O próximo GP após isso será em Miami, nos Estados Unidos, em 3 de maio.
A FIA, em consulta com a Fórmula 1 e os promotores locais, decidiu que abril ficará sem corridas. As etapas da Fórmula 2, Fórmula 3 e da F1 Academy também foram canceladas.
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, afirmou:
A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar da nossa comunidade e dos nossos colegas em primeiro lugar.
Ele expressou esperança por um retorno à estabilidade na região.
As corridas no Bahrein e na Arábia Saudita são financeiramente significativas para a Fórmula 1, com o Bahrein pagando cerca de US$ 45 milhões anuais para sediar a prova. Este é o segundo cancelamento da corrida do Bahrein, que já havia sido suspensa em 2011 devido a agitação civil.
A corrida de Jeddah também enfrentou incertezas em 2022 após ataques com mísseis, mas foi realizada após garantias de segurança. As corridas são importantes para investidores, como o fundo soberano do Bahrein, que possui a equipe McLaren, e a Aramco, patrocinadora da Aston Martin.