Os preços do petróleo experimentaram uma volatilidade significativa nesta segunda-feira, com um aumento inicial de 30% nas cotações do WTI, que chegaram a US$ 119,48 por barril. No entanto, a situação mudou rapidamente após declarações do presidente Donald Trump, que indicou que a guerra contra o Irã está 'praticamente concluída'.
Após os comentários de Trump, os preços do petróleo recuaram para cerca de US$ 88 por barril. Em uma entrevista à CBS News, o presidente afirmou que o Irã não possui mais uma Marinha, comunicações ou Força Aérea, sugerindo que o conflito pode estar próximo do fim.
Trump também mencionou possíveis medidas para controlar os preços do petróleo, incluindo o alívio de sanções sobre a commodity, o controle do Estreito de Ormuz e a utilização do petróleo venezuelano. Ele destacou que 100 milhões de barris da Venezuela já foram enviados para refinarias nos EUA.
Essas iniciativas refletem a preocupação da administração Trump com o impacto da alta dos preços do petróleo sobre a economia americana, especialmente com as eleições legislativas se aproximando. Uma pesquisa recente revelou que 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina subirão no próximo ano devido à guerra.
Fontes indicam que Trump está considerando aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a alta dos preços globais. O presidente também teve uma conversa com Vladimir Putin, onde discutiram as guerras no Irã e na Ucrânia, com o Kremlin descrevendo a conversa como construtiva.
Analistas apontam que as opções da Casa Branca para reduzir rapidamente os preços do petróleo são limitadas. Uma alternativa viável seria restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, que é crucial para o transporte de petróleo global. O Irã, por sua vez, ameaça atacar navios na região, embora os EUA neguem que o estreito esteja bloqueado.
Na noite de segunda-feira, Trump fez uma declaração contundente, afirmando que os EUA responderão de forma severa caso o Irã bloqueie o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. Ele enfatizou que a resposta seria 'vinte vezes mais forte' do que as ações anteriores.