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Flávio Dino propõe aumento de penas para corrupção na Justiça

O ministro Flávio Dino defende penas mais severas para crimes de corrupção no sistema de Justiça, citando insuficiência nos mecanismos atuais de controle ético.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O ministro do STF, Flávio Dino, apresentou em artigo no Correio Braziliense uma proposta para endurecer as penas relacionadas a crimes de corrupção, peculato e prevaricação cometidos por membros do sistema de Justiça. Ele argumenta que os mecanismos de controle ético e moral atualmente em vigor são insuficientes.

Dino sugere uma revisão do Código Penal, com três principais pontos. O primeiro propõe o aumento das penas para crimes como peculato, corrupção passiva e prevaricação quando cometidos no âmbito da Justiça.

O segundo ponto aborda o afastamento e a perda do cargo. O ministro defende que o recebimento de denúncias deve resultar no afastamento imediato de juízes e membros do Ministério Público, além da perda automática do cargo após condenação definitiva.

Dino também sugere que advogados tenham sua inscrição na OAB suspensa imediatamente após o recebimento da denúncia, com cancelamento definitivo após condenação. Ele ressalta que

não há venda de decisões judiciais se não houver comprador

.

O terceiro ponto da proposta é a tipificação criminal de ações que busquem obstruir processos e investigações, independentemente de serem relacionadas ao crime organizado. Dino afirma que sua proposta não é uma "ilusão punitivista", mas sim uma resposta proporcional à gravidade da corrupção.

O artigo também se insere em um contexto mais amplo de reforma do Judiciário, que Dino já havia abordado em outro texto. Essa discussão surge em meio a uma crise envolvendo o Banco Master, que impactou ministros do STF.

Dino faz parte de um grupo de magistrados que defende uma reforma abrangente do Judiciário, em contraste com a abordagem do presidente do STF, Edson Fachin, que prioriza um código de conduta para os ministros.

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