Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, enviou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, solicitando que o governo americano não imponha novas tarifas ao Brasil. O pedido ocorre em um contexto de tensão econômica e política, especialmente após um encontro recente entre Flávio e o ex-presidente Donald Trump.
Na correspondência, Flávio destaca que o Brasil
atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica
e que a imposição de tarifas "causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro". Ele reitera um pedido que já havia feito pessoalmente a Rubio, enfatizando a necessidade de evitar medidas que possam agravar a situação econômica do país.
Além disso, o senador do PL menciona que, caso seja eleito presidente, pretende estabelecer um tratado de comércio e investimento com os Estados Unidos, visando um acordo que beneficie ambas as nações, fundamentado no livre mercado e no respeito mútuo.
A carta também inicia com um agradecimento pela recente decisão dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, como grupos terroristas. Essa designação foi vista como um trunfo eleitoral pelo campo bolsonarista, enquanto governistas criticam a medida, alegando que pode abrir espaço para intervenções estrangeiras e impactar negativamente a economia.
Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para responsabilizar o presidente Lula pela possibilidade de novas tarifas, afirmando que as empresas brasileiras já enfrentam altas taxas e burocracia. Ele argumenta que a investigação que levou à proposta de tarifas começou em 2025, muito antes de sua visita aos EUA, e atribui a responsabilidade ao discurso agressivo de Lula em relação aos Estados Unidos.
O senador também chamou a atenção ao expressar em sua carta um desejo de que "Deus Abençoe a América", o que gerou reações diversas. O governo brasileiro, por sua vez, busca manter negociações com os EUA e acredita que ainda há chances de evitar a imposição das tarifas sugeridas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).