O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL, afirmou que é necessário
virar a página da desconfiança com Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro
durante sua participação no Cpac, o maior evento conservador dos Estados Unidos.
Em entrevista no Gaylord Texan Resort, Flávio expressou satisfação com a decisão de colocar seu pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, o que, segundo ele, permitirá que Michelle influencie mais nas decisões políticas do ex-presidente.
Embora alguns aliados critiquem Michelle por não apoiar sua campanha, Flávio acredita que a presença do pai em casa pode ajudar a restabelecer o diálogo familiar. Ele refutou rumores de conflitos com a madrasta, chamando-os de "falsa narrativa".
Flávio também comentou sobre a relação com Tarcísio de Freitas, descartando a possibilidade de que o governador de São Paulo retorne à corrida presidencial, uma vez que Jair Bolsonaro o apoiou como candidato.
Em relação ao futuro governo, Flávio prometeu uma
profunda modernização da máquina pública
e criticou o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmando que escolherá alguém mais capacitado para o cargo.
Sobre segurança pública, Flávio disse que designará o PCC e o CV como organizações terroristas, sem solicitar apoio do ex-presidente Donald Trump, e criticou o governo Lula por não ter feito o mesmo.
Flávio também se manifestou sobre o escândalo do caso Master, negando tentativas de silenciar o assunto e afirmando que o tema é discutido frequentemente. Ele se comprometeu a focar no combate à corrupção em um eventual mandato.
Após sua participação no Cpac, Flávio e seu irmão Eduardo têm uma agenda não divulgada nos Estados Unidos, marcando a terceira viagem do pré-candidato ao país neste ano.