O senador Flávio Bolsonaro está em busca do apoio do governador do Paraná, Ratinho Júnior, para sua candidatura à Presidência da República. No entanto, essa proposta enfrenta resistência dentro do grupo político do governador. A articulação foi realizada pelo senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, durante um encontro em Brasília.
Marinho sugeriu a Ratinho uma aliança já no primeiro turno das eleições de outubro, mas essa adesão exigiria que o governador desistisse da disputa interna do PSD, que ainda está avaliando quem lançará como candidato ao Palácio do Planalto. Os governadores Ronaldo Caiado e Eduardo Leite estão em busca de espaço para se viabilizar como candidatos da sigla.
Aliados de Ratinho afirmam que o governador destacou que o PSD ainda não definiu seu presidenciável e, portanto, não poderia se comprometer em nome do partido. Uma nova conversa foi agendada para as próximas semanas, com a expectativa de um encontro até o fim de março. Marinho, por sua vez, afirmou que o PL respeita a posição do governador e negou qualquer tipo de ultimato.
Nos bastidores, aliados de Ratinho lembram que o governador pretende ressaltar o desgaste que Jair Bolsonaro causou nas eleições municipais de 2024. Apesar de um acordo que previa que o PL indicasse o vice na chapa de Eduardo Pimentel em Curitiba, o ex-presidente apoiou a jornalista Cristina Graeml, o que gerou descontentamento entre os aliados de Ratinho e surpreendeu dirigentes do PL.
Com Jair Bolsonaro afastado das articulações políticas, Flávio e Marinho tentam restabelecer laços com Ratinho. Contudo, declarações recentes de Marinho, como a de que 'só existem dois partidos no Brasil, o PT e o PL', provocaram desconforto entre os membros do PSD paranaense.
Diante da indefinição no Paraná, Flávio Bolsonaro considera alternativas para garantir um palanque no Estado. Uma das opções é apoiar o senador Sergio Moro, que está se preparando para disputar o governo estadual. Outra possibilidade é manter o acordo de 2024, que reserva ao PL uma das vagas ao Senado apoiadas pelo PSD, atualmente destinada ao deputado Filipe Barros.
Cristina Graeml, que busca viabilizar sua pré-candidatura, se reuniu com Marinho e Moro recentemente. No entanto, anotações internas da campanha de Flávio indicam preocupações de que a candidatura de Graeml possa prejudicar Barros na disputa. O PL também considera a hipótese de apoiar Guto Silva, um nome de confiança de Ratinho Júnior, o que poderia facilitar uma composição entre as duas siglas no Estado.
Uma pesquisa recente indicou que Lula empata com Flávio e Tarcísio no segundo turno, com dados coletados de 1.500 pessoas em todo o Brasil. O levantamento, realizado entre os dias 6 e 10 de outubro, possui um intervalo de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral.