A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, concedida em caráter humanitário, chega ao fim nesta quinta-feira, 25 de junho. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em março deste ano, após Bolsonaro receber alta hospitalar.
Com o término do prazo de 90 dias, o STF deverá avaliar a situação do ex-presidente e decidir se ele retornará ao sistema prisional ou se a prisão domiciliar será prorrogada. Essa decisão poderá levar em conta novas informações médicas e, se necessário, a realização de uma perícia para avaliar a saúde de Bolsonaro.
Bolsonaro começou a cumprir a prisão domiciliar em 27 de março, após ser internado no Hospital DF Star, em Brasília, devido a um quadro de broncopneumonia. Na decisão que autorizou a medida, o ministro Moraes destacou que o ambiente domiciliar era o mais adequado para a recuperação do ex-presidente, considerando as condições de saúde de idosos.
Antes de ser transferido para a prisão domiciliar, Bolsonaro estava detido em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, estando preso desde novembro do ano passado.
Além da análise sobre a prisão domiciliar, a situação de Bolsonaro é objeto de investigação pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A polícia investiga uma pistola registrada em nome do ex-presidente, que foi encontrada com um soldado do Exército Brasileiro durante uma blitz em Taguatinga. O soldado afirmou que a arma pertencia a Bolsonaro e que estava sendo verificada devido a uma suposta falha mecânica.
A defesa do ex-presidente argumenta que a pistola estava inoperante, pois o percussor teria sido retirado por membros da equipe de segurança sem o conhecimento de Bolsonaro, em razão de preocupações com os efeitos de medicamentos psiquiátricos que ele utiliza.
Fonte: Metropoles