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Fim da Aposentadoria Compulsória como Punição a Juízes

O ministro Flávio Dino do STF decidiu acabar com a aposentadoria compulsória como punição a juízes, propondo a perda do cargo em casos de irregularidades. A decisão ainda será analisada pelo Supremo.
Foto: flavio dino

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por meio de uma liminar assinada pelo ministro Flávio Dino, que a aposentadoria compulsória não pode mais ser utilizada como punição para magistrados condenados por irregularidades. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (16).

Dino argumentou que, conforme a Emenda Constitucional 103, que trata da Reforma da Previdência, as infrações graves cometidas por juízes devem resultar na perda do cargo, e não em aposentadoria compulsória.

Não existe mais aposentadoria compulsória como ‘punição’ a magistrados — afirmou.

A decisão, que é monocrática, ainda precisa ser ratificada pelo STF, que avaliará se a medida será mantida. Não há uma data definida para essa análise.

A liminar foi proferida em resposta a uma ação de um juiz que havia sido punido com aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) devido a irregularidades, como a liberação de bens bloqueados sem a devida autorização do Ministério Público e a lentidão em processos que beneficiavam policiais militares envolvidos em milícias.

A aposentadoria compulsória do magistrado já havia sido confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com a nova decisão, Dino ordenou que o CNJ reavalie o caso e, se decidir pela punição máxima, notifique o TJRJ para que o juiz seja desligado.

O ministro também enviou um ofício ao presidente do CNJ, Edson Fachin, sugerindo a revisão do sistema de responsabilidade disciplinar no Judiciário, considerando as novas diretrizes estabelecidas pela Reforma da Previdência de 2019.

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