Gianinna, uma das filhas de Diego Maradona, fez uma grave acusação durante o julgamento que investiga as circunstâncias da morte do ícone do futebol argentino. Ela descreveu uma "manipulação total e horrível" por parte da equipe médica que cuidou de seu pai nas semanas finais de sua vida.
A declaração foi feita em 21 de novembro, onde Gianinna, de 36 anos, expressou sua frustração e desilusão com os profissionais de saúde, citando especificamente o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz, que estão sendo julgados por possíveis negligências que podem ter contribuído para a morte de Maradona.
Eu confiei nessas três pessoas e tudo o que fizeram foi nos manipular e deixar meu filho sem avô — afirmou Gianinna durante a audiência.
Sete profissionais de saúde, incluindo médicos e enfermeiros, estão sendo responsabilizados pela morte de Maradona, que ocorreu em sua residência, onde ele se recuperava de uma neurocirurgia. O jogador faleceu devido a uma crise cardiorrespiratória e edema pulmonar.
Gianinna também relatou que a internação domiciliar de seu pai foi recomendada por Luque, que sugeriu essa opção antes de considerar alternativas. Ela mencionou que, com a perspectiva atual, ficou claro que havia uma estratégia em andamento que não compreendia na época.
Ela recordou as últimas visitas que fez ao pai, nos dias 17 e 18 de novembro, e revelou que o psicólogo pediu para que Maradona não recebesse visitas para não ser "sobrecarregado".
Após a morte de Maradona, Gianinna disse que sentiu tentativas de culpar a família pela situação, mencionando que a imprensa estava insinuando que ela não havia encontrado um médico a tempo. Ela concluiu que, ao ouvir gravações, começou a entender a dinâmica de manipulação que estava em jogo.