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FAO alerta sobre crise alimentar potencial devido a conflito no Irã

A FAO expressou preocupação com o fechamento do Estreito de Ormuz, que pode afetar a segurança alimentar global e a produção agrícola, especialmente no Brasil.
Foto: ONU

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) emitiu um alerta sobre as consequências do fechamento do Estreito de Ormuz, destacando os riscos para a segurança alimentar e os mercados globais. O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, enfatizou que, se o conflito no Oriente Médio se prolongar por mais de três meses, as repercussões serão sentidas nas decisões de plantio para 2026 e anos subsequentes.

Torero também mencionou que, caso a situação se estenda, haverá uma diminuição na produtividade de culturas que dependem de fertilizantes, como trigo, arroz e milho, levando a uma possível substituição por culturas que fixam nitrogênio, como a soja.

Este não é apenas um choque energético. É um choque sistêmico que afeta os sistemas alimentares em todo o mundo — afirmou durante uma coletiva de imprensa.

Os fertilizantes, essenciais para a agricultura, são majoritariamente produzidos por países do Golfo Pérsico, que utilizam o Estreito de Ormuz como uma importante rota de transporte. A FAO destacou que até 30% dos fertilizantes comercializados globalmente passam por essa via. O Brasil foi citado como um dos países mais vulneráveis a esses impactos, uma vez que importa 80% dos fertilizantes utilizados em sua agricultura.

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