A polícia iniciou uma investigação após uma explosão em uma escola judaica no bairro de Buitenveldert, em Amsterdã. Imagens de videovigilância mostram um homem colocando um artefato explosivo. Segundo a prefeita Femke Halsema, não houve feridos e os danos materiais foram limitados.
Halsema destacou que os judeus em Amsterdã enfrentam um aumento do antissemitismo, o que considera inaceitável. Ela enfatizou que
uma escola deve ser um local onde as crianças possam ter aulas em total segurança
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A explosão em Amsterdã se soma a incidentes semelhantes ocorridos recentemente em sinagogas em Liège, na Bélgica, e em Roterdã, nos Países Baixos. O primeiro-ministro Rob Jetten expressou sua indignação nas redes sociais, afirmando que
o antissemitismo não tem lugar na Holanda
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Após o ataque em Roterdã, quatro jovens foram detidos como suspeitos. Jetten já havia condenado atos de violência contra a comunidade judaica e outras minorias religiosas.
Esses ataques ocorrem em um contexto de tensão relacionada à guerra no Oriente Médio, com Israel sendo uma das partes envolvidas. Na Bélgica, uma explosão em uma sinagoga em Liège também causou danos, mas não feridos, e foi condenada por autoridades locais e europeias.
O ministro do Interior da Bélgica, Bernard Quintin, classificou o ataque como "um ato antissemita abjeto". A investigação em Liège está sob a responsabilidade do Ministério Público Federal belga, que analisa um vídeo que pode estar relacionado ao ataque.