Pesquisadores investigaram se informações moleculares no sangue podem aprimorar a previsão de doenças comuns. O estudo, publicado na revista Nature, analisou dados de quase 24 mil participantes do UK Biobank.
Através da análise de proteínas e metabólitos, foram avaliados riscos para 17 condições, incluindo cânceres, doenças cardiovasculares e diabetes. Atualmente, a estimativa de risco considera fatores como idade, sexo e histórico de saúde, mas esses indicadores nem sempre refletem os mecanismos biológicos subjacentes.
A abordagem multiômica, que combina diferentes camadas de informações biológicas, foi utilizada no estudo. Os pesquisadores focaram na proteômica e na metabolômica, que fornecem pistas sobre o estado do organismo.
Os resultados mostraram que a inclusão de dados moleculares melhorou a previsão de risco para todas as 17 doenças analisadas. Embora promissor, o estudo não indica que um exame de sangue possa prever com precisão qual doença uma pessoa terá.
Os modelos ainda precisam ser validados em diferentes populações e contextos clínicos. Futuramente, a adição de dados genômicos e epigenômicos pode fortalecer esses modelos.