O médico Claudio Birolini afirmou que, embora o ex-presidente Jair Bolsonaro apresente estabilidade, seu estado de saúde é classificado como "extremamente grave". Durante uma entrevista no hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado na UTI, Birolini destacou os riscos de pneumonia aspirativa, que podem colocar a vida do paciente em risco.
Bolsonaro está sendo tratado por broncopneumonia bacteriana, que afeta os pulmões, e chegou à unidade hospitalar com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. A infecção pulmonar é resultado da aspiração de líquidos do estômago, um problema que o ex-presidente enfrenta devido a um quadro de refluxo.
Na madrugada anterior à internação, Bolsonaro teve um mal-estar súbito em sua cela na Papudinha, o que levou à sua transferência imediata para o hospital. Ele está recebendo tratamento com antibióticos intravenosos e foi submetido a tomografia e exames laboratoriais.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante, além de permitir visitas dos filhos do ex-presidente. Em janeiro, Bolsonaro havia recebido alta após uma cirurgia de hérnia, mas foi preso em novembro por liderar uma trama golpista após as eleições de 2022.
A defesa de Bolsonaro argumenta que sua permanência na Papudinha é arriscada para sua saúde, citando limitações estruturais do local. Moraes, por sua vez, defendeu a adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do ex-presidente.