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Ex-prefeito de Belford Roxo é preso com fuzil em operação da PF

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, foi detido pela Polícia Federal durante a Operação Unha e Carne por porte ilegal de arma.
Foto: Márcio Canella é preso com fuzil durante operação da PF

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e atual pré-candidato ao Senado, foi preso na manhã desta terça-feira (7) durante a Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal (PF). A detenção ocorreu em decorrência do porte ilegal de um fuzil encontrado em um veículo de sua propriedade.

A operação, que é a 6ª fase da investigação, tinha como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão. Além de Canella, o ex-secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim, também foi alvo das ações da PF. Durante a operação, os investigadores apreenderam um arsenal que incluía pistolas, um fuzil de cano curto, carregadores e munições, além de dinheiro em espécie, tanto em reais quanto em dólares.

Os policiais cumpriram 19 mandados em diversos endereços na capital fluminense e em cidades como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados. De acordo com a PF, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicou que o grupo em questão movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, utilizando empresas do setor de combustíveis para lavagem de dinheiro.

Os envolvidos na operação poderão ser processados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal. A Operação Unha e Carne teve início em dezembro de 2025, inicialmente para investigar vazamentos de informações sigilosas sobre operações policiais contra o Comando Vermelho. Com o tempo, o foco se ampliou para uma rede de proteção ao crime organizado, envolvendo agentes públicos e parlamentares.

Na fase anterior da operação, a PF prendeu o pastor Márcio Poncio, suspeito de ligação com a Máfia do Cigarro, e também decretou a prisão do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, além do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar.

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