Um aspecto notável nas imagens que precederam a confusão envolvendo Ricardo Coutinho é que o responsável por registrar a cena foi o próprio suspeito, Romero Andrade. Ex-integrante da Polícia Militar, ele possui uma forte presença nas redes sociais e filmou sua abordagem ao candidato, além das reações dos militantes.
Romero se apresenta como “sargento” nas redes, apesar de ter sido expulso da corporação. Seu perfil no Instagram conta com cerca de 169 mil seguidores, o que o torna uma figura com considerável audiência na internet.
No vídeo que gravou, Romero se aproxima do ato político e chama Ricardo Coutinho de “governador ladrão”. Militantes tentam dialogar com ele, questionando a moralidade de atacar verbalmente um candidato em um evento de campanha.
Quando um dos presentes começa a filmar, Romero tenta tomar o celular das mãos do militante, aumentando a tensão que culminaria em sua prisão.
O fato de Romero ter chegado ao local já gravando sua abordagem levanta a questão se ele pretendia transformar o confronto em conteúdo para suas redes sociais. Até o momento, não há comprovação de que a confusão tenha sido planejada com essa finalidade.
A gravação indica que o celular estava em uso antes do início da discussão, registrando os ataques verbais ao candidato, o que poderia ser compartilhado com seus seguidores.
Após a confusão, Romero foi preso, e uma faca e um simulacro de arma de fogo foram encontrados com ele. Militantes relataram agressões durante o tumulto.
O episódio levanta duas discussões: a primeira, de natureza policial, sobre as circunstâncias das ameaças e os objetos encontrados com o suspeito; a segunda, sobre a exploração da polarização política nas redes sociais em busca de repercussão e engajamento.
No caso de Romero Andrade, qualquer conclusão sobre suas intenções ainda depende de evidências. Contudo, as imagens mostram que ele não apenas participou da confusão, mas também começou a narrar essa história com a câmera do celular.
Fonte: Polemicaparaiba