O ex-presidente Jair Bolsonaro mantém uma evolução clínica positiva, conforme o boletim médico divulgado pelo hospital DF Star, onde está internado desde a última sexta-feira para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral. Apesar da melhora, não há previsão para sua alta da UTI.
Os médicos que acompanham Bolsonaro, incluindo Claudio Birolini e Brasil Caiado, informaram que ele continua recebendo antibióticos e fisioterapia motora e respiratória. Caiado mencionou que a equipe médica considera a possibilidade de uma transferência para um leito comum até o final da semana, mas enfatizou a importância da cautela.
Após a administração de um terceiro antibiótico, o ex-presidente apresentou melhora, com uma tomografia mostrando progresso no pulmão direito, embora o esquerdo ainda apresente comprometimento moderado. Inicialmente, a situação de Bolsonaro foi considerada grave, com riscos de insuficiência respiratória.
Nas últimas atualizações, houve relatos de recuperação das funções renais e dos marcadores inflamatórios. Bolsonaro, que tem 70 anos e um histórico de problemas de saúde, está cumprindo pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.
A internação recente reacendeu o debate sobre a possibilidade de prisão domiciliar, com mais de 100 deputados da oposição e do centrão solicitando ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que conceda esse benefício. No entanto, o STF tem negado os pedidos, afirmando que as condições de tratamento no sistema prisional são adequadas.
Além disso, a composição da equipe médica de Bolsonaro levanta questões sobre vínculos políticos e familiares, o que tem sido utilizado pela defesa para argumentar a favor da prisão domiciliar.