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Eustáquio acusa Damares de armar sua prisão em 2020

O jornalista Oswaldo Eustáquio afirma que a senadora Damares Alves tramou sua prisão em dezembro de 2020 ao convocá-lo para uma reunião no ministério, enquanto ele cumpria prisão domiciliar.
Foto: Eustáquio diz que Damares armou emboscada em ministério para prendê-lo

O jornalista Oswaldo Eustáquio fez graves acusações contra a senadora Damares Alves (Republicanos), afirmando que ela teria planejado sua prisão ao atraí-lo para uma reunião no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em dezembro de 2020. Na ocasião, Eustáquio estava sob prisão domiciliar e utilizava tornozeleira eletrônica, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a investigações sobre atos antidemocráticos.

De acordo com Eustáquio, a autorização para seu deslocamento foi concedida pela Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (CIME) antes do encontro. No entanto, o gabinete da então ministra Damares Alves comunicou à Justiça que ele poderia estar descumprindo as medidas cautelares. Três dias após a reunião, em 18 de dezembro de 2020, o ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão preventiva.

Os documentos apresentados por Eustáquio indicam que a reunião, inicialmente marcada para ser virtual, foi alterada para um encontro presencial no dia 15 de dezembro de 2020. O ministério solicitou que ele apresentasse a autorização para o deslocamento, mas também ofereceu a possibilidade de enviar representantes até sua residência.

Eustáquio relatou que buscava a senadora para apresentar denúncias contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que, após ser informado da mudança para uma reunião presencial, seu advogado contatou a CIME para obter a autorização necessária. O agente responsável confirmou o deslocamento, mas, enquanto isso, o chefe de gabinete da ministra enviou um ofício à Justiça informando que Eustáquio poderia estar descumprindo a ordem judicial.

Na manifestação protocolada no STF, o advogado de Eustáquio, Ricardo Freire Vasconcellos, destacou que diversas tentativas de contato foram feitas com a CIME para confirmar a legalidade do deslocamento. O documento afirma que Eustáquio compareceu ao ministério acompanhado de seu advogado e que, após novos contatos com a CIME, a oitiva foi realizada.

Além das questões legais, Eustáquio mencionou uma carta enviada a líderes religiosos, na qual abordou um suposto relacionamento extraconjugal envolvendo Damares Alves e um pastor casado. Ele afirmou que optou por não divulgar a situação publicamente, buscando resolver a questão de forma reservada.

A relação entre Eustáquio e Damares Alves, segundo ele, começou durante o governo de transição de Jair Bolsonaro, em 2018. O jornalista afirmou que participou da criação das redes sociais da então futura ministra e foi convidado para assumir a chefia da comunicação do ministério, convite que recusou.

A coluna tentou contato com a senadora Damares Alves, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

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