O Comando Central dos EUA anunciou que, nesta terça-feira, foram empregadas bombas de penetração profunda de 5.000 libras contra posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa do Irã, próximo ao Estreito de Ormuz. O comunicado destaca que esses mísseis representavam um risco à navegação internacional na região.
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica controlada pelo Irã, pela qual transita cerca de 20% do petróleo mundial. Desde um ataque realizado por EUA e Israel em 28 de fevereiro, Teerã bloqueou a passagem, impactando o escoamento de petroleiros e elevando os preços do petróleo nos mercados globais.

No último fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou apoio de aliados europeus e asiáticos para reabrir o estreito, mas muitos líderes optaram por não se comprometer com o deslocamento de tropas em meio ao conflito. Nesta terça-feira, Trump afirmou que não necessitava de ajuda externa para reabrir a passagem.
Em um desenvolvimento adicional, um ataque aéreo de Israel resultou na morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, uma figura proeminente no regime iraniano.
Irã e Israel também se envolveram em uma troca de ataques aéreos nesta terça-feira. A emissora estatal iraniana informou que o país lançou uma nova onda de mísseis contra Israel, com alguns projéteis caindo nas proximidades do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.
O Exército iraniano declarou que os mísseis atingiram centros cibernético-tecnológicos e estratégicos de fabricantes de armas israelenses, incluindo a empresa Rafael. As Forças de Defesa de Israel confirmaram o ataque e alertaram a população para buscar abrigos antiaéreos, com sirenes soando em todo o país.