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EUA mantêm vigilância sobre portos iranianos no Estreito de Ormuz

As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter capacidade para bloquear navios em portos iranianos no Estreito de Ormuz. O monitoramento é feito com drones e aeronaves de patrulha.
Foto: trump

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que estão preparadas para manter um bloqueio contínuo à entrada e saída de navios nos portos do Irã, localizados no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo. O almirante Bradley Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, afirmou que essa operação permanecerá ativa enquanto houver determinação do presidente Donald Trump.

Cooper destacou que as forças americanas estão monitorando todos os portos iranianos, utilizando drones MQ-9 e aeronaves de patrulha marítima P-8 para garantir vigilância constante na região. Desde o início da operação em fevereiro, nenhum navio da frota norte-americana foi atacado, e 19 embarcações tentaram violar o bloqueio, mas recuaram após serem advertidas.

Embora não tenha especificado o número de minas marítimas posicionadas pelo Irã, Cooper mencionou que a quantidade está dentro da capacidade de remoção dos EUA, com operações de desminagem já em andamento. Essa declaração surge em um contexto de trégua instável, onde o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais, enquanto durar o cessar-fogo.

Trump expressou gratidão pela decisão, mas reiterou que o bloqueio naval se manterá em vigor contra o Irã até que as negociações sejam concluídas. Ele afirmou que o Irã concordou em não fechar o estreito novamente. No entanto, o governo iraniano advertiu que pode interromper o tráfego marítimo se o bloqueio dos EUA persistir, considerando essa ação uma violação do cessar-fogo.

As autoridades iranianas condicionaram a reabertura do estreito a três pontos: a circulação deve ser restrita a navios comerciais, embarcações militares estão proibidas e não deve haver vínculos com países considerados hostis. Além disso, o trânsito deve seguir rotas definidas pelo Irã e ocorrer sob a coordenação de suas forças.

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