A campanha militar dos Estados Unidos contra o Irã, sem um prazo definido para conclusão, gera especulações sobre a durabilidade dos estoques de munição. Observadores apontam para uma possível escassez em função da intensidade dos ataques nos últimos dias.
O governo americano, no entanto, rejeitou a ideia de que possa faltar "vontade ou material" na Operação Fúria Épica. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que os estoques de armas defensivas e ofensivas são suficientes para sustentar a campanha.
Os mísseis antibalísticos são essenciais para proteger bases e navios militares, interceptando drones e mísseis. O Pentágono informou que o Irã lançou mais de 2 mil drones contra alvos americanos e aliados na região.
O almirante Brad Cooper, comandante das forças americanas no Oriente Médio, destacou que os ataques iranianos com mísseis diminuíram em 90% desde o início da guerra, enquanto os ataques com drones caíram 83%. Ele afirmou que a operação visa destruir a capacidade de produção de mísseis do Irã.
Entretanto, a reposição de mísseis americanos é um processo demorado e custoso, enquanto os drones iranianos são mais baratos e facilmente substituíveis. A Casa Branca também está focada em sustentar sistemas de defesa em outras regiões, como a Ucrânia e Taiwan.
Fontes anônimas indicaram que os EUA podem ter que priorizar quais alvos proteger em breve. O comissário da Defesa da União Europeia, Andrius Kubilius, expressou preocupação com a capacidade dos EUA de fornecer mísseis suficientes simultaneamente a diferentes frentes.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, defendeu um aumento significativo na produção de defesa na Europa. A Polônia é vista como um potencial líder nesse esforço. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Ucrânia ajudará os EUA a neutralizar drones iranianos.
O Pentágono está acelerando a produção de mísseis, com um acordo para triplicar a capacidade de entrega anual de interceptores. No entanto, não está claro o que os EUA considerariam uma vitória na campanha contra o Irã.
O presidente Donald Trump mencionou que a guerra poderia durar "quatro ou cinco semanas". Com novos ataques do Irã, Hegseth alertou que os bombardeios poderiam aumentar drasticamente, enquanto Israel anunciou uma nova onda de ataques.
Nos primeiros dias de guerra, os EUA gastaram cerca de 3,7 bilhões de dólares, com investimentos significativos em interceptores e munições defensivas. O custo total para repor os estoques de munições pode ultrapassar 3 bilhões de dólares.