As negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam em andamento, conforme declarado pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. Durante uma coletiva de imprensa, Leavitt expressou otimismo sobre a possibilidade de um acordo que possa encerrar o conflito entre os dois países.
Leavitt destacou que as conversas têm sido produtivas, desmentindo rumores de que Washington teria solicitado uma extensão do cessar-fogo. Ela também mencionou que uma nova rodada de negociações presenciais está sendo discutida, com Islamabad, no Paquistão, como provável local.
A primeira rodada de negociações, que ocorreu em Islamabad, não obteve sucesso, com indícios de que não houve concessões significativas de ambas as partes. Enquanto isso, a situação no estreito de Hormuz permanece tensa, com relatos conflitantes sobre as operações das forças de ambos os lados.
Leavitt afirmou que as forças dos EUA estão comprometidas em garantir a liberdade de navegação na região, embora não tenha esclarecido se isso implica em confrontar o bloqueio iraniano. A agência de notícias iraniana Fars reportou que um petroleiro conseguiu ultrapassar o bloqueio americano, mas não há confirmação independente desse fato.
Além disso, um navio chinês que havia transitado pelo estreito voltou a ancorar próximo ao Irã, transportando metanol dos Emirados Árabes Unidos. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou que os EUA planejam sancionar países que continuam a comprar petróleo iraniano e não renovar licenças para petróleo russo e iraniano.
A China, um dos principais compradores de petróleo iraniano, criticou as restrições no Golfo, com o líder Xi Jinping chamando-as de irresponsáveis. Em 2025, o Irã foi o terceiro maior fornecedor de petróleo da China.