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EUA consideram enviar 10 mil tropas para o Oriente Médio

O Departamento de Guerra dos EUA estuda o envio de 10 mil soldados ao Oriente Médio, enquanto Trump negocia com o Irã e estende prazo para ataques.
Foto: G1

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos está avaliando a possibilidade de enviar mais 10 mil soldados para atuar como tropas terrestres no Oriente Médio, conforme reportado pelo jornal Wall Street Journal. Essa informação surge em um contexto em que o presidente Donald Trump considera uma operação terrestre no Irã, com alvos potenciais como a ilha de Kharg, importante para a indústria petrolífera iraniana.

De acordo com o WSJ, essa movimentação ampliaria as opções militares disponíveis para Trump, que, ao mesmo tempo, afirma estar em negociações com o Irã. O presidente deu um novo prazo de 10 dias antes de autorizar ataques contra usinas de energia iranianas.

Caso o Pentágono confirme o envio, as novas tropas se somariam a 5 mil fuzileiros navais e a milhares de paraquedistas já posicionados na região. O plano também inclui o envio de veículos blindados, embora ainda não esteja claro para onde essas forças seriam deslocadas.

Trump, em um comunicado recente, anunciou a extensão do adiamento de possíveis ataques às usinas de energia do Irã. Ele já havia mencionado anteriormente que, caso o país não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas, as usinas seriam 'obliteradas'. Após um primeiro adiamento, o presidente agora estendeu o prazo até 6 de abril, afirmando que as negociações estão 'indo muito bem'.

Entretanto, mediadores informaram ao Wall Street Journal que o Irã não solicitou um novo prazo. Trump também expressou incerteza sobre a busca de um acordo com o Irã, sugerindo que Teerã está desesperado por negociações.

Recentemente, os Estados Unidos apresentaram um plano de 15 pontos para encerrar a guerra, que inclui condições sobre armas e enriquecimento de urânio. Entre os termos estão o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares e a desativação de usinas de enriquecimento. O Irã, por sua vez, rejeitou a proposta, considerando-a 'excessiva e desconectada da realidade'.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os Estados Unidos 'reconhecem a derrota' nas negociações atuais, que, segundo ele, são apenas indiretas.

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