Os Estados Unidos apresentaram ao Irã uma proposta de plano para encerrar o conflito no Oriente Médio, conforme reportado pelo jornal The New York Times. O documento, que contém 15 pontos, aborda questões relacionadas aos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã.
A proposta foi enviada ao Irã através do Paquistão, mas ainda não se sabe se Israel esteve envolvido em sua elaboração ou se concorda com os termos. Além disso, a aceitação da proposta por parte das autoridades iranianas permanece incerta.

De acordo com a emissora israelense Canal 12, a proposta inclui um cessar-fogo de 30 dias para facilitar as negociações. Entre os principais pontos estão: o compromisso do Irã em não desenvolver armas nucleares, a limitação do alcance e do número de mísseis, a desativação das usinas de enriquecimento de urânio em Natanz, Isfahan e Fordow, o fim do financiamento a grupos aliados, como Hamas e Hezbollah, e a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos têm pressionado o Irã a restringir seu programa de enriquecimento de urânio para evitar o desenvolvimento de armas nucleares e a ampliar o alcance de seus mísseis, visando proteger seus aliados na região. A situação no Estreito de Ormuz é particularmente preocupante, uma vez que o Irã tem dificultado a passagem de navios comerciais, impactando os preços do petróleo globalmente.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as autoridades americanas estão em diálogo com Teerã para encerrar a guerra, alegando que o Irã 'não tem mais líderes' e concordou em não desenvolver armas nucleares. No entanto, o Irã nega estar envolvido em negociações de cessar-fogo com os EUA.
Essas declarações de Trump coincidem com informações de que os EUA estão se preparando para enviar milhares de soldados ao Oriente Médio, com a possibilidade de uma operação terrestre no Irã, incluindo a tomada da ilha de Kharg, que é responsável por uma parte significativa das exportações de petróleo iranianas.