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Estudo sobre reabilitação de fauna da Caatinga é apresentado em seminário

Durante o I Seminário de Pesquisa e Conhecimento Tradicional de Manejo Integrado do Fogo, a Paraíba destacou um estudo sobre o resgate de animais afetados por queimadas na Caatinga, abordando a importância da conserva...

A Paraíba se destacou no I Seminário de Pesquisa e Conhecimento Tradicional de Manejo Integrado do Fogo, realizado em Petrolina (PE), ao apresentar um estudo sobre a reabilitação de animais afetados por queimadas no bioma Caatinga. A pesquisa foi desenvolvida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e pelo Corpo de Bombeiros Militar, em parceria com o Instituto Federal da Paraíba e a Facene/Famene.

O estudo foca no atendimento e resgate de animais silvestres feridos em incêndios no Alto Sertão paraibano, uma área ecologicamente significativa que está em processo de conservação. Com base em registros das ocorrências atendidas pelas equipes de bombeiros, foram mapeados os principais impactos das queimadas sobre a fauna local.

Os dados revelam que répteis e aves são os grupos mais afetados, apresentando queimaduras, desidratação e traumas físicos. Após o resgate, os animais recebem atendimento inicial e, quando viável, são encaminhados para reabilitação.

A experiência apresentada no seminário ressalta que o cuidado com a fauna vai além da resposta emergencial, contribuindo para a conservação da biodiversidade e para o aprimoramento das estratégias de manejo integrado do fogo.

Jancerlan Rocha, gerente executivo de Mudanças Climáticas da Semas, destacou a relevância de políticas integradas. Ele afirmou que

o manejo integrado do fogo se consolida como uma estratégia indispensável para a redução de riscos, a proteção dos biomas e a promoção do uso sustentável do território, especialmente na Caatinga

.

A conclusão do trabalho enfatiza que o atendimento a animais silvestres feridos por queimadas deve ser sistematicamente incorporado às estratégias de manejo integrado do fogo na Caatinga, não apenas como uma ação emergencial, mas também como uma ferramenta de monitoramento dos impactos do fogo sobre a biodiversidade.

O seminário, que segue até esta quinta-feira, inclui conferências, debates e apresentações de experiências práticas, promovendo a integração entre conhecimento científico e saberes tradicionais no uso do fogo nos biomas brasileiros.

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