A ideia de congelar cérebros e corpos inteiros, frequentemente explorada em filmes de ficção científica, ganha nova perspectiva com um estudo recente. Pesquisadores da Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nuremberg e do Hospital Universitário de Erlangen publicaram suas descobertas na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, indicando que a preservação funcional do tecido cerebral por meio de temperaturas extremamente baixas pode ser mais viável do que se acreditava anteriormente, embora em escala reduzida.
A pesquisa se inspira na salamandra siberiana, um animal que consegue sobreviver por longos períodos enterrado em permafrost, onde as temperaturas podem atingir até 50 graus negativos. Essa capacidade de resistência da salamandra sugere que a preservação cerebral em condições de frio extremo pode ser uma possibilidade a ser explorada.