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Estudantes de Direito discutem crimes digitais e privacidade

No programa Direito ao Alcance de Todos, estudantes abordam a gravidade de infrações digitais, como vazamento de fotos íntimas e invasão de celulares, destacando a diferença entre privacidade e crimes virtuais.
Foto: Divulgação / Diário do Sertão data-large-file= / DIVERSIDADE EM FOCO VÍ

Durante a edição do programa Direito ao Alcance de Todos, uma parceria entre a TV Diário do Sertão e a Universidade Federal de Campina Grande, estudantes de Direito discutiram as nuances entre desentendimentos comuns e crimes virtuais previstos no Código Penal.

Um dos temas abordados foi o vazamento de fotos íntimas, frequentemente ocorrido após o término de relacionamentos. A estudante Taeli Moraes enfatizou que receber uma foto não implica autorização para divulgá-la publicamente, citando o artigo 218 do Código Penal.

A discussão também incluiu a transmissão de conteúdos em grupos restritos. As estudantes alertaram que o sigilo do grupo não isenta o infrator de responsabilidades legais, pois conteúdos podem ser salvos e compartilhados.

Além disso, a prática de vigiar a vida de outras pessoas nas redes sociais ou insistir em contatos indesejados foi classificada como crime de perseguição (stalking). As estudantes afirmaram que essa conduta é considerada ilegal, mesmo que realizada virtualmente.

Outro ponto discutido foi a invasão de dispositivos, como celulares, para acessar mensagens ou arquivos. Essa prática é enquadrada no artigo 154-A do Código Penal, que trata da invasão de dispositivo informático. As estudantes ressaltaram que ter acesso à senha não confere autorização para acessar o dispositivo alheio.

O programa Direito ao Alcance de Todos é transmitido todas as segundas-feiras na TV Diário do Sertão.

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