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Estudante denuncia sete colegas por estupro na Cornell

Uma estudante da Universidade Cornell acusa sete colegas de estupro e de oferecerem seu corpo para violação sexual em um grupo de WhatsApp. O caso, revelado em 2026, levanta questões sobre a atuação da universidade e...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Uma estudante da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, apresentou acusações contra sete colegas, alegando que eles a estupraram e ofereceram seu corpo para violação sexual em um grupo de alunos no WhatsApp. O incidente teria ocorrido em 2024, mas as alegações vieram à tona em setembro de 2026, quando a jovem entrou com uma ação civil.

O processo questiona a resposta da universidade e da polícia ao caso, além das punições aplicadas aos acusados. A situação foi divulgada pelo jornal The Cornell Sun e gerou um escândalo nacional.

Cornell, uma das universidades da Ivy League, é conhecida por sua vida social ativa, que inclui fraternidades e sororidades. Essas organizações, frequentemente criticadas por episódios de abuso, promovem festas e atividades sociais.

De acordo com a ação civil, a estudante, cuja identidade foi mantida em sigilo, tinha 20 anos na época do suposto estupro, que ocorreu em outubro de 2024. Ela alega que foi drogada e estuprada por cerca de sete horas em um alojamento universitário.

A jovem afirma que foi forçada a consumir bebidas alcoólicas e drogas, incluindo uma substância que acredita ser cetamina, e que estava incapacitada de consentir. Além dos sete estudantes, a ação responsabiliza a universidade e a fraternidade Chi Phi por falhas na prevenção e resposta à violência.

Mensagens de um grupo de WhatsApp anexadas ao processo mostram um aluno enviando a mensagem: 'free pussy in alum pu', com respostas de outros homens. A investigação inicial não resultou em acusações, e o promotor do condado decidiu não apresentar denúncia criminal com base nas informações disponíveis na época.

No entanto, a versão da estudante é diferente, afirmando que estava extremamente intoxicada e incapaz de consentir. A ação civil também questiona a condução da investigação interna da universidade.

Em 28 de setembro de 2026, o promotor anunciou a reabertura do inquérito e a intenção de levar o caso a um grande júri. A universidade também enfrentou questionamentos, tendo realizado uma investigação disciplinar interna que resultou em sanções a alguns estudantes.

O presidente da universidade informou que dois estudantes foram expulsos, dois receberam suspensões e outros foram considerados não responsáveis. A fraternidade Chi Phi foi banida em 2024, e a universidade afirmou que seguirá seus procedimentos legais.

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, pediu uma investigação independente sobre a resposta da universidade. O caso reacendeu o debate sobre a violência sexual nos campi e a responsabilidade das instituições de ensino.

Nos EUA, o Título 9 proíbe discriminação sexual em instituições educacionais, mas os processos disciplinares universitários são independentes das investigações criminais. Recentemente, mudanças nas regras do Título 9 reverteram normas que protegiam estudantes trans.

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