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Esteticista é julgada por homicídio de crianças em Imperatriz

Jordélia Pereira Barbosa, acusada de enviar ovo de Páscoa envenenado que resultou na morte de duas crianças e deixou a mãe em estado grave, será julgada nesta segunda-feira em Imperatriz.
Foto: Metropoles

O Tribunal do Júri de Imperatriz, no Maranhão, dará início ao julgamento de Jordélia Pereira Barbosa nesta segunda-feira (22/6). A esteticista é acusada de homicídio duplo e tentativa de homicídio após o envio de um ovo de Páscoa envenenado que resultou na morte de duas crianças e deixou a mãe delas em estado grave.

Jordélia está presa desde 17 de abril de 2025 e responde pela morte de Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos. A mãe das crianças, Mirian Lira, sobreviveu após passar dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O crime ocorreu na noite de 16 de abril de 2025, quando um motoboy entregou à família um ovo de Páscoa com um bilhete que dizia:

Com amor, para Mirian Lira. Feliz Páscoa

. Após consumirem o chocolate, Mirian e os filhos passaram mal. Luiz Fernando faleceu poucas horas após ser internado, enquanto Evelyn resistiu por cinco dias antes de falecer em 22 de abril.

De acordo com as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Maranhão, o alvo principal do ataque era Mirian, motivado por ciúmes, uma vez que ela mantinha um relacionamento com o ex-companheiro de Jordélia. A acusada teria viajado cerca de 380 quilômetros entre Santa Inês e Imperatriz para executar o plano.

Imagens de câmeras de segurança, registros de compras e laudos periciais foram fundamentais para a elucidação do caso. A Polícia Civil identificou a presença de substâncias tóxicas no chocolate e nos corpos das crianças, além de vestígios encontrados em objetos apreendidos com Jordélia no momento de sua prisão.

A esteticista foi capturada dentro de um ônibus, enquanto tentava retornar a Santa Inês. Durante a abordagem, os policiais encontraram perucas, óculos, lentes de contato, um crachá falso e outros itens que levantaram suspeitas.

A defesa de Jordélia tentou anular a decisão que levou o caso ao Tribunal do Júri, solicitando a desclassificação dos crimes e a realização de um exame psicológico para avaliar a imputabilidade da acusada. No entanto, ambos os pedidos foram rejeitados pelo juiz Glender Malheiros, que considerou haver provas suficientes para a continuidade do processo.

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