A situação de saúde de Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho, um dos principais aliados de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, é considerada crítica. A defesa do preso revelou que o agravamento ocorreu devido a atrasos no diagnóstico e no tratamento de um câncer no intestino.
Em um comunicado assinado pelo advogado Marcelo Luis Marns da Silva, a defesa destacou que Fuminho enfrenta uma 'batalha crítica contra uma neoplasia maligna'. A nota alerta que a doença pode evoluir para metástase irreversível em órgãos vitais e ossos.
A cirurgia oncológica, realizada no último domingo em Brasília, foi o resultado de nove meses de espera e de ações judiciais da defesa junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A defesa criticou a demora do Estado em proporcionar o diagnóstico e tratamento, afirmando que isso agravou severamente o quadro clínico do preso.
Fuminho foi submetido ao procedimento cirúrgico no Hospital Santa Luzia, sob um esquema de segurança que envolveu mais de 200 policiais, incluindo forças federais e distritais, devido à sua relevância na estrutura criminosa do PCC.
Apesar da cirurgia, a defesa expressou descontentamento com a alta médica concedida ao preso logo após a 1h desta segunda-feira. O advogado afirmou que a equipe médica recomendou uma internação mínima de sete dias para acompanhamento pós-operatório, mas a direção da Penitenciária Federal de Brasília autorizou apenas 24 horas de permanência hospitalar.
Fuminho retornou ao presídio ainda sob efeito de anestesia, apresentando dores intensas e utilizando um cateter. A defesa argumentou que a recuperação em um ambiente prisional não é recomendada pela literatura médica e que as condições do sistema prisional aumentam o risco de infecções graves.
Os advogados planejam acionar a Corregedoria da Penitenciária Federal de Brasília, o TRF1 e tribunais superiores para assegurar que Fuminho receba o tratamento médico adequado. Embora não faça parte oficialmente da chamada 'sintonia final' do PCC, Fuminho é considerado um dos criminosos mais influentes da facção e um homem de confiança de Marcola.
Ele é apontado por investigadores como responsável pela estrutura internacional de tráfico de drogas do grupo, especialmente no envio de cocaína para outros países. Além disso, seu nome está relacionado a investigações sobre planos de fuga de líderes da facção e a mortes de integrantes do PCC em disputas internas.
Fonte: Metropoles