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Esquema de venda de sentenças utilizava ‘conta-corrente’ para ocultar propinas

Investigação da Polícia Federal revela que grupo vendia sentenças no TJMA por meio de um sofisticado esquema que ocultava pagamentos ilegais, convertendo propinas em despesas pessoais.
Foto: Venda de sentenças TJMA

A Polícia Federal investiga um grupo que supostamente vendia sentenças judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão, utilizando um sistema complexo para disfarçar pagamentos ilegais. Em vez de transações em dinheiro, a propina era transformada em pagamentos de boletos, reformas e até na compra de móveis para um apartamento em São Paulo.

O advogado Ulisses César Martins de Sousa era responsável por custear despesas indicadas por Lúcio Fernando Penha Ferreira, ex-assessor de um desembargador, e por sua ex-companheira, também ligada ao tribunal. Os boletos eram enviados por mensagem e quitados por intermediários do esquema, evitando movimentações que pudessem levantar suspeitas.

Os pagamentos incluíam custos de benfeitorias no imóvel, que eram geridos de forma a não chamar atenção. Após cada transação, os comprovantes eram compartilhados entre os envolvidos para controle interno. Mensagens interceptadas mostram que havia um controle informal dos saldos, com Lúcio questionando sobre valores a receber, mencionando um total inicial de R$ 250 mil.

Esse caso faz parte de um inquérito mais abrangente que investiga a venda de decisões judiciais e a atuação coordenada de advogados, assessores e outros participantes do esquema.

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