A agência iraniana Fars News, associada à Guarda Revolucionária, anunciou que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, esposa do ex-líder supremo Ali Khamenei, está viva. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, após uma série de notícias contraditórias sobre sua saúde.
Nos últimos dias, diversos meios de comunicação no Irã relataram informações conflitantes. O canal estatal Two chegou a afirmar, em 2 de março, que a viúva do aiatolá teria morrido em sua residência. Além disso, a agência Tasnim noticiou que ela teria sido declarada mártir devido a ferimentos de ataques aéreos.
Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, de 78 anos, também foi alvo de rumores que indicavam que ela estaria em coma. Relatos na imprensa iraniana mencionaram que a filha, o neto e o genro de Khamenei faleceram em um ataque realizado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que também resultou na morte do líder supremo.
Após a morte de Ali Khamenei, seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu o cargo. O novo líder supremo, de 56 anos, também teria sofrido ferimentos durante os ataques e não se apresentou publicamente desde então. Em sua primeira declaração, ele defendeu a continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz.
Mojtaba Khamenei afirmou que a alavanca do bloqueio deve ser utilizada e prometeu vingança pelas mortes causadas pelo conflito. Ele declarou que uma parte da vingança já foi realizada, mas que continuará sendo uma prioridade até que seja completada.
O novo líder também pediu que países da região encerrem a presença militar dos Estados Unidos em seus territórios e expressou gratidão aos “combatentes do Eixo da Resistência” no Iémen, Líbano e Iraque.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis perderam a vida no Irã, além de vários ministros e oficiais de alta patente das Forças Armadas. Em resposta aos ataques, o governo iraniano restringiu o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e lançou ofensivas contra alvos em Israel e em bases militares americanas na região.