O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou sua satisfação com a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Opep+, anunciada na terça-feira. A saída, programada para 1º de maio, ocorre em um contexto de críticas dos Emirados a outros países árabes por sua falta de apoio diante de ataques do Irã.
Trump, em declarações na Casa Branca, considerou a saída uma vitória, reiterando suas críticas à Opep, que já chamou de responsável por 'roubar o resto do mundo' ao aumentar os preços do petróleo. Ele também vinculou o apoio militar dos EUA na região ao comportamento da Opep em relação aos preços.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático dos Emirados, também expressou descontentamento com a resposta dos países árabes aos ataques do Irã, afirmando que a posição do Conselho de Cooperação do Golfo tem sido historicamente fraca. Ele destacou a falta de apoio político e militar adequado durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo.
A saída dos Emirados, que fazem parte da Opep desde 1967, levanta preocupações sobre a estabilidade do grupo em meio a uma crise energética global exacerbada pelo conflito com o Irã. A decisão pode enfraquecer a imagem de unidade da Opep, que já enfrenta divergências internas sobre política e produção.
Os países do Golfo que integram a Opep já enfrentam desafios para exportar petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial que representa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, afetada por ameaças e ataques iranianos.