A vereadora Eliza Virgínia, do Progressistas, negou ter cometido crime de transfobia ao comentar a eleição da deputada federal Erika Hilton, do PSOL, para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, ela afirmou que suas declarações estão amparadas pela imunidade parlamentar e que representa mulheres que discordam da condução da comissão por Hilton.
A reação de Eliza ocorreu após o PSOL na Paraíba apresentar uma notícia-crime à Justiça Federal, solicitando que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) para investigar possíveis declarações discriminatórias. A iniciativa foi desencadeada por um discurso da vereadora na Câmara Municipal de João Pessoa, onde criticou a escolha de Hilton, uma mulher trans, para presidir a comissão, considerando-a um 'erro' na condução do colegiado.
Erika Hilton foi eleita na última quarta-feira, recebendo 11 votos favoráveis e 10 em branco, tornando-se a primeira mulher trans a liderar a comissão. Ao assumir, Hilton destacou que pretende promover o diálogo e que sua eleição representa um avanço na democracia e na representatividade.
Eliza Virgínia já esteve envolvida em polêmicas anteriores relacionadas à população LGBTQIA+. Em outubro do ano passado, a Justiça determinou a remoção de publicações suas nas redes sociais que foram consideradas ofensivas. Na ocasião, ela protestou na Câmara Municipal com a boca vendada, alegando censura. Além disso, uma ação do Ministério Público Federal investiga suposta incitação ao ódio em suas publicações.
Com a nova representação do PSOL, o caso será analisado pelas autoridades competentes.