A eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados gerou polêmica. A vereadora Eliza Virgínia, de João Pessoa, manifestou sua desaprovação em um discurso na Câmara Municipal, considerando a escolha um "erro" na condução do colegiado.
Em sua fala, Eliza questionou a presença de uma mulher trans à frente da comissão, afirmando:
Se ela pode me chamar de pessoa que gesta, pessoa que menstrua, então eu posso chamar ela de quê? De pessoa que tem o quê? Um pênis ou de pessoa que ejacula?
.
A crítica de Eliza ocorreu logo após a eleição de Erika, que se tornou a primeira mulher trans a liderar a comissão, recebendo 11 votos favoráveis e 10 em branco. A vereadora comparou a situação a
colocar um analfabeto para presidir a comissão de educação
, acusando Erika de misoginia e alegando que seu histórico inclui perseguições a mulheres.
Embora a eleição de Erika Hilton represente um marco histórico, a reação de Eliza e de outros setores da sociedade reflete um debate mais amplo sobre diversidade, representatividade e os direitos das mulheres no Congresso Nacional.