Search

Eleições na Dinamarca: Vitória Apertada do Partido Social-Democrata

O Partido Social-Democrata, liderado por Mette Frederiksen, conquistou uma vitória apertada nas eleições parlamentares dinamarquesas, mas seu futuro no cargo permanece incerto, dependendo das negociações com os Modera...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O Partido Social-Democrata de Mette Frederiksen venceu a eleição parlamentar na Dinamarca, conforme indicam as pesquisas boca de urna. O resultado foi tão apertado que ainda não se sabe se Frederiksen conseguirá permanecer como primeira-ministra, uma figura central no atual cenário político europeu.

Os levantamentos apontam que a sigla de Frederiksen obteve entre 19% e 21% dos votos, o pior desempenho do partido desde 1901. Essa vitória, embora significativa, deixa o futuro da primeira-ministra dependente dos Moderados, partido do ministro de Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, que obteve entre 7,9% e 8,2% dos votos.

Rasmussen, que já ocupou o cargo de premiê em dois mandatos, afirmou que não tem interesse em assumir a posição novamente, mas que buscará formar a melhor coalizão de governo possível.

As primeiras projeções indicam que o bloco de esquerda e centro-esquerda, incluindo os sociais-democratas, conquistaria 83 das 179 cadeiras no Folketing, o Parlamento dinamarquês. O bloco à direita, por sua vez, ficaria com 78 cadeiras, sem alcançar a maioria necessária.

As 14 cadeiras dos Moderados tornam Rasmussen uma figura crucial nas negociações de coalizão. Lykke Friis, diretora do think tank dinamarquês Europa, comentou que, embora Frederiksen deva continuar como primeira-ministra, sua posição estará enfraquecida.

Friis também destacou que a decisão de Frederiksen de convocar eleições após um período de popularidade, impulsionado por questões relacionadas à Groenlândia, não foi um movimento arriscado, dado que ela precisava agir antes de outubro.

Durante a campanha, questões internas, como o bem-estar animal e a contaminação da água, dominaram a pauta, ofuscando temas internacionais como as declarações de Donald Trump e a guerra na Ucrânia.

Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, considerou a eleição dinamarquesa a mais importante da história do território, que possui representação no Parlamento dinamarquês.

Frederiksen, em resposta às frustrações dos eleitores de esquerda, vinculou sua campanha à proposta de taxação de 0,5% sobre patrimônios acima de R$ 20 milhões para financiar reformas sociais, além de prometer discutir a flexibilização da idade de aposentadoria.

Com um sistema político que conta com 12 partidos e uma cláusula de barreira de 2%, formar uma maioria não é tarefa simples na Dinamarca. Desde 1973, apenas 2 dos 23 governos formados não foram de coalizão minoritária, o que, ao contrário de outros países europeus, não compromete a governabilidade.

Apesar desse histórico, Friis expressou ceticismo sobre a facilidade de formar um novo governo. As negociações para a formação do gabinete devem levar semanas.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE