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Eleições em Israel: Oposição pode superar Netanyahu, aponta pesquisa

Os israelenses votaram em grande número nas eleições, com o Likud de Netanyahu liderando em cadeiras, mas a oposição pode formar um bloco maior. Participação recorde foi registrada.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Os israelenses compareceram em grande quantidade às urnas nesta terça-feira, com números recordes de participação. De acordo com pesquisas de boca de urna, o partido do atual primeiro-ministro Binyamin Netanyahu deve obter o maior número de cadeiras no Parlamento de Israel.

O levantamento do Canal 12 indica que o Likud deve conquistar 24 cadeiras, enquanto o Yashar, principal partido de oposição liderado por Gadi Eisenkot, deve obter 22. Já a amostragem do Canal 11 aponta 25 cadeiras para o Likud e 21 para o Yashar.

Essas pesquisas refletem a incerteza que analistas previam antes da votação. Embora o Likud possa conquistar o maior número de cadeiras, o bloco de oposição pode superar o grupo de Netanyahu. O Canal 12 sugere que o bloco de Eisenkot poderia alcançar 52 cadeiras, em comparação com 50 do Likud, enquanto as listas árabes poderiam obter 18.

O resultado oficial deve ser divulgado nas próximas horas, com a expectativa de que os números finais sejam conhecidos nos próximos dias. Se as previsões se confirmarem, pode levar semanas para que o parlamentar indicado pelo presidente Isaac Herzog consiga formar uma coalizão governamental. Existe a possibilidade de novas eleições caso nenhuma coligação suficiente seja formada.

Durante o dia de votação, longas filas se formaram nas seções eleitorais, marcando a primeira eleição desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e os conflitos subsequentes na região. A Comissão Eleitoral Central informou que a participação eleitoral atingiu 74,3% até duas horas antes do fechamento das urnas, a maior taxa desde 1988.

O Likud solicitou a prorrogação do horário de votação, mas o pedido foi negado. O voto não é obrigatório em Israel, e Netanyahu enfrenta uma disputa acirrada em um eleitorado dividido. Suas políticas têm gerado divisões internas e aumentado o isolamento internacional do país.

Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, busca destituir Netanyahu com o apoio de partidos de direita e do centro, além de uma esquerda fragmentada. O Yashar se opôs à prorrogação do horário de votação, alegando que isso poderia questionar a legitimidade do pleito.

Netanyahu, por sua vez, pediu aos seus apoiadores que comparecessem às urnas para contrabalançar a alta participação dos opositores. Ele fez campanha com o apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que incentivou a continuidade da luta contra o Irã.

Se nenhum dos candidatos conseguir formar uma coalizão, Netanyahu deve permanecer como primeiro-ministro interino até novas eleições. A oposição busca responsabilizar o governo pelas falhas de segurança ocorridas em 7 de outubro, prometendo uma investigação nacional.

Eisenkot expressou confiança em que a eleição trará uma mudança significativa para Israel. Ele foi às urnas acompanhado de Gadi Mozes, uma das vítimas do ataque do Hamas. O ex-chefe do Estado-Maior criticou a resposta militar de Israel, que resultou em um alto número de mortes entre palestinos.

Itamar Ben-Gvir, líder de um partido de extrema direita, votou na Cisjordânia e afirmou que Netanyahu retornará ao cargo. Ahmed Tibi, de um partido árabe, destacou que a alta participação da minoria árabe poderia abrir caminho para um governo alternativo.

Eisenkot descartou alianças com partidos árabes, mas reconheceu que poderia contar com seu apoio em um governo minoritário. Netanyahu, por outro lado, tem se referido aos árabes israelenses de maneira controversa, acusando-os de tentativas de manipulação eleitoral.

Após votar, Netanyahu fez acusações sobre tentativas de suborno a eleitores, enquanto o diretor-geral interino da Comissão Eleitoral chamou a situação de 'incomum', mencionando detenções de suspeitos antes da votação.

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